Arquivo de Quaest - Economiza Brasil https://economizabrasil.com.br/tag/quaest/ Notícias, dicas e análises sobre dinheiro, economia e finanças pessoais Tue, 15 Sep 2026 14:13:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://economizabrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-8-75x75.png Arquivo de Quaest - Economiza Brasil https://economizabrasil.com.br/tag/quaest/ 32 32 Eleições 2026: veja quem são os principais presidenciáveis e o que mostram as pesquisas recentes https://economizabrasil.com.br/eleicoes-2026-presidenciaveis-pesquisas-recentes/ https://economizabrasil.com.br/eleicoes-2026-presidenciaveis-pesquisas-recentes/#respond Tue, 15 Sep 2026 14:13:42 +0000 https://economizabrasil.com.br/?p=421 A menos de três semanas do primeiro turno, pesquisas mostram Lula à frente no primeiro turno e disputa apertada contra Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno.

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As eleições presidenciais de 2026 entram na reta final com disputa concentrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas pesquisas recentes também medem o desempenho de nomes como Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. Os levantamentos divulgados entre 11 e 15 de setembro mostram Lula numericamente à frente no primeiro turno, enquanto o segundo turno contra Flávio aparece apertado e, em alguns institutos, dentro da margem de erro.

A eleição tem primeiro turno marcado para 4 de outubro de 2026. Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro de 2026, conforme calendário informado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O que o TSE confirmou sobre a eleição presidencial

Segundo o TSE, 12 candidaturas estão na disputa pela Presidência da República nas eleições gerais de 2026. A Corte informou em 11 de setembro que validou as chapas apresentadas pelos partidos e indeferiu o registro da chapa de Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB.

Entre as chapas validadas estão Lula e Geraldo Alckmin, Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab, Romeu Zema e Eduardo Girão, Renan Santos e Aroldo Medina, Samara Martins e Raquel Brício, Augusto Cury e Júlio Delgado, além de candidaturas de partidos menores.

O retrato das pesquisas mais recentes

Pesquisas eleitorais são fotografias do momento em que foram realizadas. Elas não antecipam o resultado da eleição e devem ser lidas junto com margem de erro, amostra, método de coleta, datas de campo e registro na Justiça Eleitoral.

PesquisaDivulgação/campo1º turno2º turno Lula x FlávioMetodologia
CNT/MDA15/09; entrevistas de 9 a 13/09Lula 40,6%; Flávio 30,4%; Cury 6%; Caiado 3%; Renan 2,7%Lula 47,3%; Flávio 40%2.002 entrevistas presenciais; margem de 2,2 p.p.
Quaest14/09; entrevistas de 10 a 13/09Lula 36%; Flávio 31%; Cury 7%; Renan 4%; Caiado 4%; Zema 1%Flávio 42%; Lula 40%2.004 entrevistas presenciais; margem de 2 p.p.; registro BR-03607/2026
BTG/Nexus14/09; entrevistas de 11 a 13/09Lula 42%; Flávio 37%; Cury 6%; Caiado 5%; Renan 2%; Zema e Samara 1%Lula 47%; Flávio 46%2.003 entrevistas por telefone; margem de 2 p.p.; registro BR-04076/2026
Datafolha11/09; entrevistas de 8 a 10/09Lula 39%; Flávio 35%; Cury 6%; Caiado 4%; Renan 3%; Zema 2%Lula 46%; Flávio 44%2.002 eleitores em 125 municípios; margem de 2 p.p.; registro BR-01833/2026

O que os números indicam agora

O ponto comum entre os levantamentos recentes é a liderança de Lula no primeiro turno. A diferença em relação a Flávio Bolsonaro varia de acordo com o instituto: é mais ampla na CNT/MDA e mais estreita em Datafolha, Quaest e BTG/Nexus.

No segundo turno, o quadro é mais disputado. Datafolha e BTG/Nexus mostram Lula numericamente à frente, mas com vantagem pequena. A Quaest mostra Flávio numericamente à frente, também dentro da margem de erro. A CNT/MDA aponta vantagem maior para Lula no confronto direto.

Na prática, a leitura mais cautelosa é que a eleição segue polarizada e competitiva. Lula preserva força entre eleitores de menor renda, no Nordeste e entre grupos historicamente próximos ao PT. Flávio concentra desempenho mais forte em segmentos conservadores, no eleitorado evangélico e em parte do Sudeste, segundo recortes divulgados por institutos e veículos que publicaram as pesquisas.

Fotos e perfil dos principais presidenciáveis

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Crédito: Ricardo Stuckert/PR, via Wikimedia Commons.

Vice na chapa: Geraldo Alckmin (PSB). Presidente e candidato à reeleição, aparece na liderança do primeiro turno nos levantamentos mais recentes.

Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro (PL). Crédito: Foto de candidatura/TSE, via Wikimedia Commons.

Vice na chapa: Alfredo Gaspar (PL). Senador pelo Rio de Janeiro e principal adversário de Lula nas pesquisas, com disputa apertada no segundo turno.

Augusto Cury (Avante)

Augusto Cury (Avante). Crédito: Foto de candidatura/TSE, via Wikimedia Commons.

Vice na chapa: Júlio Delgado (Avante). Escritor e psiquiatra, ocupa a faixa mais competitiva entre os nomes fora da polarização Lula-Flávio.

Ronaldo Caiado (PSD)

Ronaldo Caiado (PSD). Crédito: Foto de candidatura/TSE, via Wikimedia Commons.

Vice na chapa: Gilberto Kassab (PSD). Governador de Goiás, aparece nas pesquisas em patamar intermediário entre os candidatos alternativos.

Renan Santos (Missão)

Renan Santos (Missão). Crédito: Foto de candidatura/TSE, via Wikimedia Commons.

Vice na chapa: Aroldo Medina (Missão). Fundador do MBL e nome do partido Missão, aparece entre os principais candidatos de fora do eixo PT-PL.

Romeu Zema (Novo)

Romeu Zema (Novo). Crédito: Foto de candidatura/TSE, via Wikimedia Commons.

Vice na chapa: Eduardo Girão (Novo). Governador de Minas Gerais, disputa espaço como candidato liberal, mas aparece abaixo dos líderes nas pesquisas.

Lula e Flávio concentram a disputa

A campanha de 2026 repete parte da lógica de polarização dos últimos anos, mas com uma mudança importante: Flávio Bolsonaro assumiu o posto de principal adversário do presidente Lula no campo da direita. Isso reorganizou palanques, debates e estratégias de comunicação.

Lula tenta defender a continuidade de programas sociais, emprego, renda e políticas públicas associadas ao governo federal. Flávio busca transformar a eleição em plebiscito contra o PT, com ênfase em segurança pública, pautas conservadoras, crítica ao Supremo Tribunal Federal e defesa do legado político da família Bolsonaro.

Quem tenta furar a polarização

Augusto Cury aparece como o nome mais competitivo fora da disputa direta entre Lula e Flávio em parte dos levantamentos. O escritor tenta ocupar um espaço de centro, com discurso sobre saúde mental, educação emocional e reformas institucionais.

Ronaldo Caiado e Romeu Zema disputam eleitores interessados em gestão estadual, segurança pública, ajuste fiscal e agenda econômica mais liberal. Renan Santos, por sua vez, tenta transformar a base digital e o histórico do MBL em força eleitoral nacional pelo partido Missão.

Apesar disso, os números recentes mostram que nenhum desses nomes conseguiu, até agora, romper a barreira principal da polarização. Eles podem influenciar a campanha de duas maneiras: tirando votos no primeiro turno e se tornando peças importantes em eventual segundo turno.

Por que as pesquisas podem divergir

É normal que pesquisas publicadas na mesma semana apresentem diferenças. Isso ocorre porque cada instituto usa desenho amostral, forma de coleta e questionário próprios. Levantamentos presenciais, por telefone e pela internet podem captar públicos de formas diferentes.

Outro ponto importante é a data do campo. Uma pesquisa feita entre 8 e 10 de setembro não mede necessariamente o impacto de fatos políticos divulgados depois disso. Em campanha curta, poucos dias podem mudar o ambiente de informação do eleitor.

O que observar nas próximas semanas

  • Se Lula mantém ou amplia a liderança no primeiro turno.
  • Se Flávio Bolsonaro consegue reduzir a diferença e consolidar vantagem em regiões estratégicas.
  • Se Augusto Cury, Caiado, Renan ou Zema conseguem crescer entre eleitores que rejeitam a polarização.
  • Qual será o comportamento de indecisos, brancos e nulos na reta final.
  • Como debates, propaganda eleitoral, crise institucional e economia afetarão o voto útil.

Como ler pesquisa eleitoral sem cair em armadilha

O eleitor deve evitar olhar apenas para quem aparece numericamente na frente. Quando a diferença está dentro da margem de erro, o resultado indica empate técnico. Também é importante comparar séries históricas do mesmo instituto, porque elas mostram tendência com mais segurança do que pesquisas isoladas.

Outra cautela é observar se a pesquisa é estimulada ou espontânea. Na estimulada, o entrevistado recebe uma lista de nomes. Na espontânea, ele responde sem lista. A espontânea costuma mostrar maior volume de indecisos, principalmente antes da reta final.

Resumo da corrida presidencial

Até 15 de setembro de 2026, Lula lidera numericamente o primeiro turno nos principais levantamentos recentes. Flávio Bolsonaro é o adversário mais competitivo e aparece em empate técnico ou disputa apertada em cenários de segundo turno. Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema formam o bloco principal de candidatos que tentam crescer fora da polarização.

A eleição, porém, ainda depende da reta final de campanha, da mobilização de eleitores, do comportamento de indecisos e da leitura pública sobre economia, segurança, serviços públicos e crise institucional. Por isso, os números devem ser acompanhados como tendência, não como sentença.

Fontes consultadas

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